quarta-feira, 19 de abril de 2017

Maquiagem e suas culturas

Olá gente, estou fazendo um curso MARA de Maquiagem profissional e estou amandooo e nele estou aprendendo muitas coisas e achei muito interessante pesquisar sobre a maquiagem em todos os tempos, vocês sabem que vem mudando muito os tipos de maquiagem conforme os anos né ai andei pesquisando e encontrei muitos artigos vou mostrar pra vocês


1920 – Com a emancipação das mulheres, surgiu o conceito de liberdade e, como consequência, a imposição de um padrão de beleza, representado pelas formas magras. A ideia era fugir das silhuetas arredondadas, sinônimas de maternidade. Na época, o símbolo de beleza era “Coco Chanel”, e na maquiagem, surgia o prático batom de bastão. 

1930 – A crise de 1929 e o fascismo eliminaram a liberdade conquistada na década anterior. As atrizes de cinema passaram a ditar as regras da moda.
A década de 30 foi marcada por sobrancelhas totalmente depiladas e redesenhadas com lápis, num traço fino, ousado e marcante. Sombras de pálpebras em pó exploravam todos os matizes, desde os castanhos aos tons de cinza, e inclusive, ao preto, reservado para a noite. As referências de beleza, nessa época, caracterizavam mulheres fatais e altamente sedutoras, como Greta Garbo e Marlene Dietrich. 

1940 – A beleza forte de “Femme Fatale” e a alegria da “pin-up” tentavam compensar a tristeza causada pela guerra. Porém, seus efeitos causaram um grande abalo no mercado de cosméticos, devido à escassez de matéria-prima. As mulheres precisaram de saídas alternativas, para não perderem o brilho. A graxa para botas servia como máscara para cílios; o carvão, como sombra de pálpebras; a graxa para sapatos, como tintura para as sobrancelhas; e pétalas de rosa, embebidas em álcool, como um blush líquido da era vitoriana. 

A maquiagem tornou-se bem carregada, pelo uso do batom vermelho, com lábios cheios e delineados, além de sobrancelhas desenhadas. Referências de beleza, na época, caracterizavam mulheres como Vivien Leigh e Katharine Hepburn. 

1950 –
 A elegância ditava os rumos da moda, com valores mais conservadores. Os símbolos de sucesso eram a beleza e a pele perfeita. Assim, os olhos eram modelados através de sombra nas pálpebras, lápis de sobrancelha, máscara para cílios e, sobretudo, do delineador. Com o auxílio dos “pós-de-arroz”, a maquiagem realçava a palidez da pele e a intensidade dos lábios. Marilyn Monroe e Gracie Kelly reinavam como as mais belas. 

1960 
– Surgiram às chamadas “minissaias”, e as mulheres transitavam entre o comportado e o irreverente. Com os olhos em alta, os sucessos eram as sombras metalizadas e multicoloridas, os delineadores e os cílios postiços. Era o início da cultura pop americana. 

1970
 – Início da era do amor livre, ou seja, do movimento hippie. Em destaque, os saltos plataformas e as calças “boca de sino”. A maquiagem e os cabelos tornaram-se, mais do que nunca, possibilidades de expressar a própria personalidade. No rosto, muito blush e sombras verdes, rosas e azuis, caracterizando a época como psicodélica e nada discreta.

1980 – 
Diante dos agitos dos anos 80 e com uma nova emancipação, as mulheres, cobertas por lantejoulas e bijuterias, tinham os lábios muito vermelhos, os olhos pintados de azul-elétrico, e as maçãs do rosto realçadas por blushs cor de tijolo. Numa década em que a beleza virou competição, a mulher dispensou maior atenção para o próprio corpo. Como representante ninguém menos do que a cantora Madonna.

1990
 – Depois da explosão de cores das décadas anteriores, as mulheres dos anos 90, apresentaram um visual mais “clean”, ou seja, mais limpo, com a maquiagem realçando apenas alguns pontos, em tons neutros, visando valorizar a beleza natural. 

2000 
– Início do novo milênio e da liberdade de estilo. O grande desafio é fugir do estereótipo, buscando referências que permitam refletir a própria imagem. Atualmente, a maquiagem está incorporada ao cotidiano, possibilitando misturar estilos como a classe e a elegância do início do século, a delicadeza sexy dos anos 60, a irreverência dos anos 80 e a "apatia", em tom de protesto, dos anos 90.